Category Archives: representação digital

International Photography Contest “Aboveground – Territory”

A Scopio Magazine está a organizar um concurso internacional de fotografia relacionado com o tema, do próximo número da Scopio: “Aboveground – Territory.” O concurso compreende uma única categoria geral que inclui qualquer formato ou suporte de fotografia.

Para mais informações consulte o link:

http://www.scopiomagazine.com/#contests

(Andrzej Maciejewski, Project: After Notman – imagem do projecto fotográfico vencedor da edição anterior do concurso Scopio: “Aboveground – City”)

 

Participa!!

Exposição de ARCHIZINES na Architectural Association

A Architectural Association recebe uma exposição da ARCHIZINES, em Londres desde o dia 5 de Novembro até ao dia 14 de Dezembro de 2011. A exposição apresenta 60 revistas de arquitectura, fanzines e jornais de 20 países, incluindo entrevistas vídeo com os seus criadores.

A SCOPIO MAGAZINE vai fazer parte desta exposição.

A National Art Library, um referência pública no estudo da arte, artesanato e design no Victoria & Albert Museum, ofereceu-se também para providenciar uma casa permanente para as publicações que fazem parte do projecto de investigação ARCHIZINES. Ao lado de livros e manuscritos internacionais relativos a artes plásticas e decorativas de diferentes períodos, as publicações vão ficar disponíveis como recurso público para futuras gerações!

http://www.archizines.com/

Gonçalo Morgado da Silva

Representação e Comunicação da Arquitectura Contemporânea: processo e produto.

 

OMA - TVCC - Exterior

OMA - TVCC - Exterior (fonte: http://www.eikongraphia.com/?p=1453)

A capacidade de comunicar projecto e representar espaço são indispensáveis ao arquitecto durante o processo de concepção do objecto de arquitectura. Representa-se para prever, testar,  explorar ideias, comunicar. Espaços constituem-se projecto, conjunto articulado de representações.

O processo envolve, por natureza, diversos intervenientes com  diversos interesses e capacidades na percepção do espaço representado. A representação, neste contexto, não se esgota na individualidade criativa do artista, mas estende-se ao colectivo, à sociedade que é fonte e razão de ser dessas representações, que dotou o arquitecto de referências históricas, sociais e culturais, [imagens?] articuladas num contexto que o influenciou na definição da sua própria visão da arquitectura.

A representação deve ser capaz de informar os diversos actores do processo de transformação do espaço, designadamente a sociedade civil, que tem no processo uma importância acrescida porque é ela que constitui a sociedade como um todo.

Representar arquitectura obriga, com recurso à técnica [tecnologia?] à transformação do imaterial – as ideias, as referências, as imagens – num suporte material, analógico mas, cada vez mais, digital.

Comunicar arquitectura exige, muitas vezes, a uma síntese devidamente articulada numa narrativa capaz de captar a atenção do receptor, de o conduzir na leitura dos conteúdos, de clarificar o que é essencial sem impossibilitar a leitura do acessório, muitas vezes fundamental para a compreensão da obra de arquitectura.

Da mesma forma que um texto é composto por palavras articuladas, também uma narrativa visual é feita de representações articuladas, o que exige, à partida, intencionalidade, que pode ser objectiva mas também subjectiva, consciente mas também inconsciente: a representação não é fiel ao objecto que se constrói, nem tão pouco ao que se pensa, mas é distorcida em função de interesses e motivações. Nem a fotografia comunica fielmente a realidade que retrata.

Talvez por isso lógica e emoção sejam partes integrantes e complementares da representação e comunicação da arquitectura, sempre presentes ao longo da história e dos seus mo(vi)mentos, oscilando entre uma e outra em função do contexto e da ideia de arquitectura “em vigor”.

O contexto internacional contemporâneo é diversificado nas suas expressões da arquitectura e nos seus processos de concepção – sendo, até, contraditório: por um lado, muitos arquitectos reconhecem, cada vez mais, a importância do modelo [digital] como processo para, quase em simultâneo, conceber e representar arquitectura, e assistimos ao “renascimento” e evolução dos softwares de modelação paramétrica; por outro lado, não largamos a segurança e intuitividade das ferramentas de desenho assistido por computador  mais elementares [de drafting], mesmo que estejamos conscientes das vantagens dos BIM [building information modeling]; numa ainda maior contradição, e no que aparenta ser uma falta de tempo, ou de disposição, ou de domínio das ferramentas mais complexas, encontramos grandes gabinetes de arquitectura que recorrem a serviços externos de comunicação e representação de arquitectura para produzirem as imagens dos seus projectos, contrariando a ideia do modelo enquanto processo|representação, como se a arquitectura fosse uma para o arquitecto e outra para o público ou para o júri [talvez o seja], separando o processo do produto com o intuito de melhor vender o último.

Caminha a arquitectura contemporânea para a dissolução entre processo e produto, representação e comunicação, ou para o oposto?